
Muitos homens chegam ao meu consultório — ou às reuniões de Hombridade — com uma ferida comum: a perda do sentido de sua própria existência. Eles são provedores, são profissionais, mas sentem-se perdidos no papel de maridos, pais e membros da sociedade. Perderam o “norte” do que é, de fato, a masculinidade bíblica e emocional.
Além do Estereótipo
A sociedade nos empurra para dois extremos: o homem que não sente nada (o “rochedo” frio) ou o homem que não assume responsabilidade alguma. A psicanálise nos mostra que o homem que não entende suas próprias sombras acaba projetando suas frustrações na esposa e nos filhos.
Ser homem não é sobre força física ou comando autoritário. É sobre presença e proteção.
O Homem como Eixo da Família
No curso de Hombridade que venho realizando na UDF (Universidade da Família), reafirmamos que o homem tem uma função sacerdotal e emocional única.
Para o Cônjuge: Ele deve ser o porto seguro, aquele que “vê” a esposa em sua totalidade.
Para os Filhos: Ele é a introdução à lei e ao mundo, mas também ao acolhimento.
Para a Sociedade: Ele é o exemplo de caráter que se mantém firme mesmo sob pressão.
A Cura pela Escuta
Se você sente que perdeu esse sentido, saiba que o caminho de volta começa pela honestidade de olhar para dentro. Reconhecer que “não sabemos tudo” é o primeiro passo para a verdadeira hombridade. No encontro entre o divã e a Palavra, descobrimos que ser homem é, acima de tudo, assumir a responsabilidade pela própria história.
“Você sente que o papel do homem na família tem sido negligenciado ou distorcido nos dias de hoje? Vamos conversar nos comentários.”
